Dia 1 – o passeio clássico pela beira do Rio Tâmisa
foto: Filipe Xavier
Comece o dia cedo, na Tower
of London – mas não vai dar tempo de entrar lá! Porém
o exterior é bem bacana e já da pra ter uma ideia do tanto história que esse
lugar carrega. Circule todo o perímetro da “torre” e vá até Tower
Bridge – a famosa ponte que abre e fecha.
Atravesse a Tower
Bridge (com várias paradas pra foto, claro!) e
no final dela, do lado sul, desça as escadas pra ir para o mesmo nível do Rio
Tâmisa. Antes de ir pra direita (direção Waterloo), vá pro outro lado e entre
na rua Shad Thames. Aquela área é uma graça e inclusive tem vários
cafés/restaurantes caso você queira parar para um cafézinho ou pra comer um
brunch.
Agora sim é hora de começar a caminhada pra Waterloo. Você vai
sempre andando na “beira” do Rio e verá ícones londrinos tanto do “lado de lá”
como no lado que você está andando – um dos primeiros prédios da caminhada que vai chamar atenção é a prefeitura
de Londres, que tem
quem fale que parece o capacete do Darth Vader, ja outros acham que parece um
ovo. Preste atenção também nas várias pontes que conectam os dois lados são
bacanas, e cada uma tem uma historinha.
Perto de London
Bridge está o The Shard, o
prédio mais alto de Londres que foi recentemente inaugurado. É possível subir e ter Londres a seus pés! Não fui ainda, mas sei que é
uma bela atração.
Caso seja uma quinta, sexta ou sábado, o Borough
Market estará aberto
– vale a pena fazer
uma pausa lá pra um
boquinha. Nos outros dias da semana (menos domingo) alguns pequenos
restaurantes que funcionam nos arredores também estão abertos, mas o mercado
completo, apenas nesses dias específicos.
Após a parada no Borough, volte para a beira do Rio e siga na mesma direção, até
chegar na Tate Modern (você também vai passar em frente ao Shakespeare’s
Globe, teatro a céu aberto que, como diz o nome, e palco para peças do
escritor). Antes de entrar na Tate, atravesse a Millenium Bridge e vá até a St.
Paul’s Cathedral, do outro lado do rio.
Atravessando a Millenium Bridge em direção a St.
Paul’s
Aqui você tem duas opções: ou entrar na St. Paul’s, ou voltar e entrar na Tate. Mesmo que você entre na St. Paul’s, volte pela mesma ponte e continue a
caminhada pelo lado sul. Ambos lugares são maravilhosos, mas fica mesmo a seu
critério – prefere
museus ou igrejas? Seja qual for sua escolha, o tempo é curto – então reserve no máximo 1 hora e meia de visita. Longe do
ideal, mas dá pra satisfazer a vontade!
Caso você não tenha parado pra comer no Borough Market, uma boa pedida
é ir no pub que fica praticamente em frente a Tate Modern, o Founders Arms.
Depois do pit stop, é hora de acelerar o passo – mas claro, sem deixar de apreciar
a “paisagem” já que você
vai passar pela OXO Tower, Gabriel’s Wharf e ver o skyline da cidade no outro lado do rio.
Já bem perto da London Eye, você vai se deparar com o Southbank
Centre – complexo cultural que engloba Royal Festival Hall, Hayward Gallery, Queen Elizabeth Hall, BFI e mais um monte de lugares bacanas.
Por ali sempre rola um burburinho, você vai se sentir em um calçadão de praia.
Perto do Natal é por ali que fica o Christmas Market. E ali também, mais
precisamente embaixo da ponte Waterloo, que sempre tem um mercado de livros
usados.
Chegou a hora de embarcar na London Eye! É possível comprar ingresso com
antecedência pela internet, e até dá pra pagar mais pra não ter que enfrentar
fila. A volta completa leva meia hora, e é uma das atrações pagas que mais
gosto em Londres. Independente do horário, é sempre um bom programa – e ajuda se o dia não estiver muito feio.
London Eye a noite
Hora de atravessar a Westminster Bridge e ir em direção ao Big Ben,
mas antes passe por baixo da ponte (literalmente) e veja o Parlamento de
frente, sem turistas pra atrapalhar as fotos.
Chegamos na parada final do primeiro dia: Parliament Square, que
concentra Parlamento e Big Ben e também a Westminster Abbey. Caso você faça questão de entrar na Abadia, fique
atento aos horários de funcionamento, que estão no site.
Bom, hora de encerrar o dia. Algumas dicas de lugar pra jantar : o
Aji, que fica praticamente atrás da London Eye; Giraffe, Pizza
Express, Ping Pong ou Wagamama (todos tem uma filial ali pertinho do Southbank Centre)
ou então qualquer pub bacana no caminho!
***
Dia 2 – ícones
de Londres, do Palácio a Piccadilly
Mais um começo de dia em um ponto icônico de Londres: o Palácio de Buckingham! Depois de fotografá-lo em todos os
ângulos possíveis, vá caminhando pela The Mall (a avenidona bem em em frente ao
Palácio) em direção a Trafalgar Square. Mas não fique só na calçada – a sua direita estará o lindíssimo St. James’s Park, que tem flora e fauna riquíssimas. Caso você não tenha
tomado café da manhã ainda, a dica é dar um tempo no Inn The Park.
A The Mall termina na Trafalgar
Square, a famosa praça onde fica a coluna do
Nelson (Lord Nelson, que derrotou Napoleão na Batalha de Trafalgar), o projeto Fourth
Plinth e, é claro, minha amada National Gallery.
A National Gallery é daqueles museus que merece repetidas visitas, mas
dessa vez é melhor ficar apenas de uma a duas horas por lá (aqui tem a dica de 10
pinturas imperdíveis, pra você ir direto ao
ponto!).
Saindo da National Gallery, é hora de dar uma passada em Covent
Garden. Vá
caminhando pela Strand e vire a esquerda em uma ruazinha chamada Southampton
Street – essa ruazinha
termina no Covent Garden Market, o “centro das atenções” de Covent
Garden. Ali existem várias lojinhas e restaurantes, o que não faltam são opções
de lugares pra almoçar. Dê uma voltinha por ali, você vai notar que a Royal Opera
House e o London
Transport Museum
estão ao redor do mercado.
Pelo lado oposto do qual você chegou no mercado, suba outra ruazinha,
a James Street, até chegar na Long Acre, que é uma rua cheia de lojas de marcas
conhecidas como a Muji, Zara e Reiss. Mas uma das minha lojas preferidas dessa
rua é a Stanfords, uma livraria especializada em viagem.
Bom, chegando na Long Acre, vire a esquerda e vá caminhando sempre
reto, e quando chegar em um cruzamento que parece um tanto quanto confuso, siga
pela Cranbourn Street (que é tipo uma continuação da Long Acre). Logo depois
você vai atravessar a Charing Cross Road e seguir reto: você chegou na Leicester Square (pronuncia-se Léster Square), a praça dos cinemas que
recebe os lançamentos de filmes. Não tem muita coisa para ver ali, mas o
burburinho é legal e, quem sabe, no dia que você passar lá, está rolando um
“red carpet”?
Atravesse a Leicester Square e continue reto, pra finalmente chegar em
Piccadilly
Circus, região que é considerada por muita
gente o coração de Londres. Por ali, muitas lojas procuradas por brasileiros,
como a LillyWhites e umas das melhores Boots (farmácia) que conheço. Mas o que faz da Piccadilly
Circus tão famosa são certamente os painéis luminosos e a fonte com a estátua.
Como é um cruzamento importante, conectando Piccadilly, Regent Street,
Haymarket e Coventry Street, tome bastante cuidado pra atravessar a rua:
respeite os faróis e não se esqueça que aqui a mão é “do avesso” : )
Levando a amiga pra passear na Piccadilly Circus
A parte final do segundo dia será na rua Piccadilly – pois é, muita gente não se dá conta que
Piccadilly não é apenas Piccadilly Circus, mas também uma rua super importante
e cheia de lugares legais. Um desses lugares é a Fortnum
& Mason, loja
tradicionalíssima e cheia de pompa – mas ao mesmo tempo nada metida a besta. O andar térreo é o mais lotado, pois é um
mercado gourmet, dá vontade de comprar tudo: doces, geléias, vários tipos de
mel, conservas, biscoitos, chás, cafés, bolos… uma loucura.
Um pouco antes da Fortnum
&Mason tem uma igrejinha chamada St. James’s Church Piccadilly, que vale uma olhadinha. Do lado de fora da igreja qiase
todo dia rola uma feirinha de artesanato.
Praticamente do outro lado da rua fica a Royal Academy of Arts, museu que sempre tem umas exposições interessantíssimas
(todas pagas). A não ser que você queira ver uma exposição específica, melhor
deixar a visita para uma outra vez.
Se por alguma razão tiver sobrado tempo, faça um desvio e vire a
esquerda na Duke Street St. James’s, e no final dela vire a esquerda – você chegou em uma pracinha muito fofa, chamada St. James’s
Square. Note a diferença entre a correria de Piccadilly e a calmaria desse
loca, rodeado por casas georgeanas – nem parece que você está no centro de Londres! Ali perto, na Jermyn Street, fica
uma loja de queijos que é uma perdição, a Paxton
& Whitfield
(eles fornecem queijo para a Rainha!).
Fila na porta da Paxton & Whitfield na véspera de
Natal
Essa altura do campeonato as pernas já devem estar bem cansadas – é hora de terminar o dia em um restaurante! Pegue um
táxi e aproveite o resto da noite em algum lugar bacana como o Riding House Café, Union Jacks, Ceviche, Comptoir Libanais e Honest Burgers (clique para ver uma lista dos meus restaurantes preferidos em Londres).
***
Dia 3 – compras e um dos museus mais famosos do mundo
Chegou a hora de usar o
cartão de crédito! O dia começa na Piccadilly Circus, e dali você vai subir a
Regent Street. Além de todas as lojas legais, olhe pro alto e preste atenção
também na arquitetura. Algumas das lojas da Regent Street: Mango, Zara, Zara
Home, Banana Republic, H&M, Uniqlo, Timberland, Russel&Bromley, Reiss,
Levi’s, Esprit, Hamley’s (famosa loja de brinquedos), Apple, Ted Baker,
Jaeger.. ufa! E isso porque nem chegamos a Oxford Street ainda!
Antes de chegar no famoso cruzamento com a Oxford Stret – Oxford Circus
– faça um pequeno desvio para a direita e
explore a região de Carnaby Street. Essa rua fechada para o trânsito é também cheia de
lojas bacanas – e os
arredores dela também
revelam mais um tanto de ruazinhas fofas com lugares mais fofos ainda. Muitas
lojas de maquiagem, roupa e coisinhas para a casa. Explore tudo por ali e
aproveita para almoçar no Cha Cha Moon (que fica dentro de Kingly Court,um minishopping a céu
aberto que tem entrada na Carnaby Street), restaurante de comida asiática que
serve noodles deliciosos. Caso você queira gastar menos na alimentação, escolha
um sanduíche do Pret a Manger, tem uma filial grande quase na ponta norte da
Carnaby Street.
Cha Cha Moon – parada pro almoço!
Pela Carnaby Street você chega na Liberty, a
loja de departamentos que mais gosto de Londres. É linda, super tradicional, e
tem de tudo um pouco: setor de beleza, setor de bolsas, setor de roupas, etc
etc etc. Eu amo o último andar, dedicado a móveis e luminárias. O terceiro
andar é um oásis pra quem curte tecidos e costura, além de vender acessórios
lindíssimos para casa.
Antes de seguir para Oxford Circus/Oxford Street, e também para
dar um tempo nas vitrines, é hora de conhecer o British
Museum, o museu mais
antigo do mundo. Você pode ir caminhando (uns 20 minutos), pegar o metrô (uma
estação pela Central Line –
pegue sentido eastbound em Oxford Circus e desça na estação seguinte, Tottenham Ct. Road) ou então
pegar um táxi, para otimizar tempo (deve dar menos que £8). Claro que será
impossível ver o museu todo, mas vale a pena esse “pulinho” para ver as múmias
ou apenas ficar boquiaberto com o teto do saguão principal, uma maravilha
arquitetônica. O British tem uma coleção vasta, rica e além disso rolam também
exposições temporárias, sempre muito boas. Tente se concentrar em um dois
pontos de sua prefrência, para não ficar mais do que duas horas por lá.
Hora de
voltar as compras!
Enfim você está na Oxford Circus. Vamos para a esquerda, no
sentido Marble Arch. Nas 4 esquinas de um dos cruzamentos mais famosos da
cidade você já vai ver 4 lojas bem legais: Tezenis (lingerie – canto sul direito), Nike
(artigos esportivos –
canto norte direito), Benetton (moda –
canto sul esquerdo) e H&M (moda – canto norte esquerdo). Ah, ao lado da Nike está a flagship store da Top Shop, uma das grades queridinhas das
inglesas. Mas arme-se de paciência – ela está
sempre bem cheia.
Claro que antes de seguir para o oeste, Marble Arch, você pode
dar uma fuçada no outro lado, tem algumas lojas boas como a Urban
Outfitters. Mas
garanto que a parte oeste da Oxford é a melhor. Além das lojas de marcas
específicas é nessa parte que você vai encontrar grandes lojas de
departamentos, como a John Lewis e a Selfridges. Ambas são boas, cada uma tem um estilo bem próprio: a John
Lewis é mais prática, e um tanto quanto mais acessível, enquanto a Selfridges é
mais luxuosa – tenho a
impressão de que a JL
atrai mais locais e a Selfridges atrai mais turistas (para a mulherada que
gosta de sapatos, a seção da Selfridges é uma das mais completas que existem – é um paraíso na Terra, tem de tudo, de todas as marcas).
Ah – aproveite as
lojas de departamentos para usar o banheiro!
Uma das lojas mais concorridas da Oxford St. é a Primark – quase no fim da rua, a poucos metros da Marble Arch,
esse verdadeiro paraíso
de compras está sempre cheio, graças aos preços bem amigos e a grande variedade
de produtos. Moda feminina, masculina, infantil, lingerie, acessórios (sapatos,
bolsas, bijuterias) e até alguns artigos para casa. A Primark é barata mesmo, e
sempre tem coisa nova chegando. Não diria que a qualidade é assim uma
maravilha, mas certamente é melhor que o esperado se você leva em consideração
o custo. Gosto de comprar coisas básicas lá: pijama, meia calça e camisetinhas
monocromáticas. Pra quem vem no inverno e não tem roupas para combater o frio,
vale a pena ir lá assim que chegar para arrematar casacos e pullovers gastando
cerca de £35/£50. Ah, também é um boa hora para comprar presentinhos,
principalmente paras as amigas que gostam de colares, pulseiras etc.
Caso ainda tenha sobrado tempo (ou ânimo!), dê uma passeada pelo Hyde Park, que começa logo ali em Marble Arch. O parque é imenso,
dá até pra alugar uma bicleta e pedalar lá dentro. Se você estiver em Londres
no verão e o dia estiver bom, por que não passar no supermercado antes de
entrar no parque e terminar o dia com um pic-nic? Faça como os londrinos!
Como é a sua última noite em Londres, escolha um pub para jantar. Peça
uma recomendação no hotel ou escolha um pub
antigo e cheio de história.


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