quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

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Dia 1 – o passeio clássico pela beira do Rio Tâmisa

Londres roteiro 3 dias

foto: Filipe Xavier

Comece o dia cedo, na Tower of London – mas não vai dar tempo de entrar lá! Porém o exterior é bem bacana e já da pra ter uma ideia do tanto história que esse lugar carrega. Circule todo o perímetro da “torre” e vá até Tower Bridge – a famosa ponte que abre e fecha.

Atravesse a Tower Bridge (com várias paradas pra foto, claro!) e no final dela, do lado sul, desça as escadas pra ir para o mesmo nível do Rio Tâmisa. Antes de ir pra direita (direção Waterloo), vá pro outro lado e entre na rua Shad Thames. Aquela área é uma graça e inclusive tem vários cafés/restaurantes caso você queira parar para um cafézinho ou pra comer um brunch.

Agora sim é hora de começar a caminhada pra Waterloo. Você vai sempre andando na “beira” do Rio e verá ícones londrinos tanto do “lado de lá” como no lado que você está andando – um dos primeiros prédios da caminhada que vai chamar atenção é a prefeitura de Londres, que tem quem fale que parece o capacete do Darth Vader, ja outros acham que parece um ovo. Preste atenção também nas várias pontes que conectam os dois lados são bacanas, e cada uma tem uma historinha.

Perto de London Bridge está o The Shard, o prédio mais alto de Londres que foi recentemente inaugurado. É possível subir e ter Londres a seus pés! Não fui ainda, mas sei que é uma bela atração.

Caso seja uma quinta, sexta ou sábado, o Borough Market estará aberto – vale a pena fazer uma pausa lá pra um boquinha. Nos outros dias da semana (menos domingo) alguns pequenos restaurantes que funcionam nos arredores também estão abertos, mas o mercado completo, apenas nesses dias específicos.

Após a parada no Borough, volte para a beira do Rio e siga na mesma direção, até chegar na Tate Modern (você também vai passar em frente ao Shakespeare’s Globe, teatro a céu aberto que, como diz o nome, e palco para peças do escritor). Antes de entrar na Tate, atravesse a Millenium Bridge e vá até a St. Paul’s Cathedral, do outro lado do rio.

Atravessando a Millenium Bridge em direção a St. Paul’s

Aqui você tem duas opções: ou entrar na St. Paul’s, ou voltar e entrar na Tate. Mesmo que você entre na St. Paul’s, volte pela mesma ponte e continue a caminhada pelo lado sul. Ambos lugares são maravilhosos, mas fica mesmo a seu critério – prefere museus ou igrejas? Seja qual for sua escolha, o tempo é curto – então reserve no máximo 1 hora e meia de visita. Longe do ideal, mas dá pra satisfazer a vontade!

Caso você não tenha parado pra comer no Borough Market, uma boa pedida é ir no pub que fica praticamente em frente a Tate Modern, o Founders Arms.

Depois do pit stop, é hora de acelerar o passo – mas claro, sem deixar de apreciar a “paisagem” já que você vai passar pela OXO Tower, Gabriel’s Wharf e ver o skyline da cidade no outro lado do rio.

Já bem perto da London Eye, você vai se deparar com o Southbank Centre – complexo cultural que engloba Royal Festival Hall, Hayward Gallery, Queen Elizabeth Hall, BFI e mais um monte de lugares bacanas. Por ali sempre rola um burburinho, você vai se sentir em um calçadão de praia. Perto do Natal é por ali que fica o Christmas Market. E ali também, mais precisamente embaixo da ponte Waterloo, que sempre tem um mercado de livros usados.

Chegou a hora de embarcar na London Eye! É possível comprar ingresso com antecedência pela internet, e até dá pra pagar mais pra não ter que enfrentar fila. A volta completa leva meia hora, e é uma das atrações pagas que mais gosto em Londres. Independente do horário, é sempre um bom programa – e ajuda se o dia não estiver muito feio.

London Eye a noite

Hora de atravessar a Westminster Bridge e ir em direção ao Big Ben, mas antes passe por baixo da ponte (literalmente) e veja o Parlamento de frente, sem turistas pra atrapalhar as fotos.

Chegamos na parada final do primeiro dia: Parliament Square, que concentra Parlamento e Big Ben e também a Westminster Abbey. Caso você faça questão de entrar na Abadia, fique atento aos horários de funcionamento, que estão no site.

Bom, hora de encerrar o dia. Algumas dicas de lugar pra jantar : o Aji, que fica praticamente atrás da London Eye; Giraffe, Pizza Express, Ping Pong ou Wagamama (todos tem uma filial ali pertinho do Southbank Centre) ou então qualquer pub bacana no caminho!



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Dia 2 ícones de Londres, do Palácio a Piccadilly


Mais um começo de dia em um ponto icônico de Londres: o Palácio de Buckingham! Depois de fotografá-lo em todos os ângulos possíveis, vá caminhando pela The Mall (a avenidona bem em em frente ao Palácio) em direção a Trafalgar Square. Mas não fique só na calçada – a sua direita estará o lindíssimo St. James’s Park, que tem flora e fauna riquíssimas. Caso você não tenha tomado café da manhã ainda, a dica é dar um tempo no Inn The Park.

A The Mall termina na Trafalgar Square, a famosa praça onde fica a coluna do Nelson (Lord Nelson, que derrotou Napoleão na Batalha de Trafalgar), o projeto Fourth Plinth e, é claro, minha amada National Gallery.

A National Gallery é daqueles museus que merece repetidas visitas, mas dessa vez é melhor ficar apenas de uma a duas horas por lá (aqui tem a dica de 10 pinturas imperdíveis, pra você ir direto ao ponto!).

Saindo da National Gallery, é hora de dar uma passada em Covent Garden. Vá caminhando pela Strand e vire a esquerda em uma ruazinha chamada Southampton Street – essa ruazinha termina no Covent Garden Market, o “centro das atenções” de Covent Garden. Ali existem várias lojinhas e restaurantes, o que não faltam são opções de lugares pra almoçar. Dê uma voltinha por ali, você vai notar que a Royal Opera House e o London Transport Museum estão ao redor do mercado.

Pelo lado oposto do qual você chegou no mercado, suba outra ruazinha, a James Street, até chegar na Long Acre, que é uma rua cheia de lojas de marcas conhecidas como a Muji, Zara e Reiss. Mas uma das minha lojas preferidas dessa rua é a Stanfords, uma livraria especializada em viagem.

Bom, chegando na Long Acre, vire a esquerda e vá caminhando sempre reto, e quando chegar em um cruzamento que parece um tanto quanto confuso, siga pela Cranbourn Street (que é tipo uma continuação da Long Acre). Logo depois você vai atravessar a Charing Cross Road e seguir reto: você chegou na Leicester Square (pronuncia-se Léster Square), a praça dos cinemas que recebe os lançamentos de filmes. Não tem muita coisa para ver ali, mas o burburinho é legal e, quem sabe, no dia que você passar lá, está rolando um “red carpet”?

Atravesse a Leicester Square e continue reto, pra finalmente chegar em Piccadilly Circus, região que é considerada por muita gente o coração de Londres. Por ali, muitas lojas procuradas por brasileiros, como a LillyWhites e umas das melhores Boots (farmácia) que conheço. Mas o que faz da Piccadilly Circus tão famosa são certamente os painéis luminosos e a fonte com a estátua. Como é um cruzamento importante, conectando Piccadilly, Regent Street, Haymarket e Coventry Street, tome bastante cuidado pra atravessar a rua: respeite os faróis e não se esqueça que aqui a mão é “do avesso” : )


Levando a amiga pra passear na Piccadilly Circus

A parte final do segundo dia será na rua Piccadilly – pois é, muita gente não se dá conta que Piccadilly não é apenas Piccadilly Circus, mas também uma rua super importante e cheia de lugares legais. Um desses lugares é a Fortnum & Mason, loja tradicionalíssima e cheia de pompa – mas ao mesmo tempo nada metida a besta. O andar térreo é o mais lotado, pois é um mercado gourmet, dá vontade de comprar tudo: doces, geléias, vários tipos de mel, conservas, biscoitos, chás, cafés, bolos… uma loucura.

Um pouco antes da Fortnum &Mason tem uma igrejinha chamada St. James’s Church Piccadilly, que vale uma olhadinha. Do lado de fora da igreja qiase todo dia rola uma feirinha de artesanato.

Praticamente do outro lado da rua fica a Royal Academy of Arts, museu que sempre tem umas exposições interessantíssimas (todas pagas). A não ser que você queira ver uma exposição específica, melhor deixar a visita para uma outra vez.

Se por alguma razão tiver sobrado tempo, faça um desvio e vire a esquerda na Duke Street St. James’s, e no final dela vire a esquerda – você chegou em uma pracinha muito fofa, chamada St. James’s Square. Note a diferença entre a correria de Piccadilly e a calmaria desse loca, rodeado por casas georgeanas – nem parece que você está no centro de Londres! Ali perto, na Jermyn Street, fica uma loja de queijos que é uma perdição, a Paxton & Whitfield (eles fornecem queijo para a Rainha!).

londres 3 dias

Fila na porta da Paxton & Whitfield na véspera de Natal

Essa altura do campeonato as pernas já devem estar bem cansadas é hora de terminar o dia em um restaurante! Pegue um táxi e aproveite o resto da noite em algum lugar bacana como o Riding House Café, Union Jacks, Ceviche, Comptoir Libanais e Honest Burgers (clique para ver uma lista dos meus restaurantes preferidos em Londres).



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Dia 3 – compras e um dos museus mais famosos do mundo


Chegou a hora de usar o cartão de crédito! O dia começa na Piccadilly Circus, e dali você vai subir a Regent Street. Além de todas as lojas legais, olhe pro alto e preste atenção também na arquitetura. Algumas das lojas da Regent Street: Mango, Zara, Zara Home, Banana Republic, H&M, Uniqlo, Timberland, Russel&Bromley, Reiss, Levi’s, Esprit, Hamley’s (famosa loja de brinquedos), Apple, Ted Baker, Jaeger.. ufa! E isso porque nem chegamos a Oxford Street ainda!

Antes de chegar no famoso cruzamento com a Oxford Stret Oxford Circus – faça um pequeno desvio para a direita e explore a região de Carnaby Street. Essa rua fechada para o trânsito é também cheia de lojas bacanas – e os arredores dela também revelam mais um tanto de ruazinhas fofas com lugares mais fofos ainda. Muitas lojas de maquiagem, roupa e coisinhas para a casa. Explore tudo por ali e aproveita para almoçar no Cha Cha Moon (que fica dentro de Kingly Court,um minishopping a céu aberto que tem entrada na Carnaby Street), restaurante de comida asiática que serve noodles deliciosos. Caso você queira gastar menos na alimentação, escolha um sanduíche do Pret a Manger, tem uma filial grande quase na ponta norte da Carnaby Street.


Cha Cha Moon – parada pro almoço!

Pela Carnaby Street você chega na Liberty, a loja de departamentos que mais gosto de Londres. É linda, super tradicional, e tem de tudo um pouco: setor de beleza, setor de bolsas, setor de roupas, etc etc etc. Eu amo o último andar, dedicado a móveis e luminárias. O terceiro andar é um oásis pra quem curte tecidos e costura, além de vender acessórios lindíssimos para casa.

Antes de seguir para Oxford Circus/Oxford Street, e também para dar um tempo nas vitrines, é hora de conhecer o British Museum, o museu mais antigo do mundo. Você pode ir caminhando (uns 20 minutos), pegar o metrô (uma estação pela Central Line – pegue sentido eastbound em Oxford Circus e desça na estação seguinte, Tottenham Ct. Road) ou então pegar um táxi, para otimizar tempo (deve dar menos que £8). Claro que será impossível ver o museu todo, mas vale a pena esse “pulinho” para ver as múmias ou apenas ficar boquiaberto com o teto do saguão principal, uma maravilha arquitetônica. O British tem uma coleção vasta, rica e além disso rolam também exposições temporárias, sempre muito boas. Tente se concentrar em um dois pontos de sua prefrência, para não ficar mais do que duas horas por lá.

Hora de voltar as compras!

Enfim você está na Oxford Circus. Vamos para a esquerda, no sentido Marble Arch. Nas 4 esquinas de um dos cruzamentos mais famosos da cidade você já vai ver 4 lojas bem legais: Tezenis (lingerie – canto sul direito), Nike (artigos esportivos – canto norte direito), Benetton (moda – canto sul esquerdo) e H&M (moda – canto norte esquerdo). Ah, ao lado da Nike está a flagship store da Top Shop, uma das grades queridinhas das inglesas. Mas arme-se de paciência – ela está sempre bem cheia.

Claro que antes de seguir para o oeste, Marble Arch, você pode dar uma fuçada no outro lado, tem algumas lojas boas como a Urban Outfitters. Mas garanto que a parte oeste da Oxford é a melhor. Além das lojas de marcas específicas é nessa parte que você vai encontrar grandes lojas de departamentos, como a John Lewis e a Selfridges. Ambas são boas, cada uma tem um estilo bem próprio: a John Lewis é mais prática, e um tanto quanto mais acessível, enquanto a Selfridges é mais luxuosa – tenho a impressão de que a JL atrai mais locais e a Selfridges atrai mais turistas (para a mulherada que gosta de sapatos, a seção da Selfridges é uma das mais completas que existem é um paraíso na Terra, tem de tudo, de todas as marcas). Ah – aproveite as lojas de departamentos para usar o banheiro!

Uma das lojas mais concorridas da Oxford St. é a Primark – quase no fim da rua, a poucos metros da Marble Arch, esse verdadeiro paraíso de compras está sempre cheio, graças aos preços bem amigos e a grande variedade de produtos. Moda feminina, masculina, infantil, lingerie, acessórios (sapatos, bolsas, bijuterias) e até alguns artigos para casa. A Primark é barata mesmo, e sempre tem coisa nova chegando. Não diria que a qualidade é assim uma maravilha, mas certamente é melhor que o esperado se você leva em consideração o custo. Gosto de comprar coisas básicas lá: pijama, meia calça e camisetinhas monocromáticas. Pra quem vem no inverno e não tem roupas para combater o frio, vale a pena ir lá assim que chegar para arrematar casacos e pullovers gastando cerca de £35/£50. Ah, também é um boa hora para comprar presentinhos, principalmente paras as amigas que gostam de colares, pulseiras etc.

Caso ainda tenha sobrado tempo (ou ânimo!), dê uma passeada pelo Hyde Park, que começa logo ali em Marble Arch. O parque é imenso, dá até pra alugar uma bicleta e pedalar lá dentro. Se você estiver em Londres no verão e o dia estiver bom, por que não passar no supermercado antes de entrar no parque e terminar o dia com um pic-nic? Faça como os londrinos!

Como é a sua última noite em Londres, escolha um pub para jantar. Peça uma recomendação no hotel ou escolha um pub antigo e cheio de história.




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